2009-01-25

"Olhando o centro: Aquilino, Francisco Sanches e o lugar" na "aquilino"




OLHANDO O CENTRO: Aquilino, Francisco Sanches e o lugar





“A arte é coisa mais séria do que um dicionário usado para os usos internos – arte não é subjugação a cânones, é uma liberdade à procura de cânones nunca definitivos.



Escrever, no século XX, como o grande Padre António Vieira é como não pôr uma camisa lavada todos os dias abrindo a gola de peito à vela e jogar uma boa partida de ténis.”



(Ruben A, “História bilingue”, in Páginas (III), 1956.)





“Até mesmo como leitor, não me interessam os livros em que percebo tudo. É exactamente isso: escrever sem saber para onde é que se está a ir.”



(Gonçalo M. Tavares, “Campo, contracampo”, in Visão, 2008.)







0. Em literatura como na vida, nada de definitivo, nada de inconfutátel. Dizer um nome, nomeá-lo sequer para o vórtice da coisa literária, é provocar uma interacção em cadeia. Os desvios, ultrapassagens, repulsões e reorganizações, em palco de virtudes e méritos sempre discutíveis, só provam a complexidade e a fragilidade da estatuição de rankings autorais ou de actos judicativos absolutizantes. O digno auctori amor nada diz e muitas vezes atrapalha. Assim, quaisquer avanços científicos nas áreas da historiografia literária e da análise textual carecem de rebatimento de preconceitos, exigindo-se uma hermenêutica liberta e actuante, longe do mero elogio e perto da verdade dos textos, aferindo da capacidade “moderna” das tessituras sígnicas literárias estarem dentro do tempo como “bronze perene” utilizável. E nem se deve esquecer, neste continuum, que um clássico é muitas vezes um texto morto, pouco lido ou treslido, até.





1. De mão dada com Aquilino, olho o centro literário e penso-lhe o lugar. Onde, hoje, o lugar de Aquilino? Onde, afinal, il miglior fabro dentro do edifício aquiliniano, no contista, no novelista, no romancista, no memorialista, no biógrafo ou no etnógrafo? Afasto-me para ver melhor “essa espécie de Gil Vicente lavrante” (Norberto de Araújo) e para sentir que tal acto valorativo não segue o tempo e com ele fica. E, no entanto, quantos autores mais poderosos e estruturados?



É assim a literatura, o seu rito formativo. Aquilino é sempre admirável e quase nunca espantoso e imprevisto. Um parágrafo de Ruben A. é espantoso (“Destas longas perenes insatisfeitas noites de trombones eu despedaço cantigas brâmanes onde só permaneço a desencalhar a proa de vicissitudes para tonalidades imperfeitas darem espilros incoerentes dânsia alcatifada. Depois uma peripécia combina-se na cantilena de novos se pasmos acompanham o vir desdobrar da minha inocência.”, Páginas (II), 1950), como espantoso é um verso de Herberto Hélder (“abrupto termo dito último pesado poema do mundo”, A faca não corta o fogo, 2008). Aquilino é admirável mas não surpreende a “história da literatura”: “Os dez anos de ausência apagaram-se como um sopro perante a obsessiva eternidade que se lhe oferecia ao lance de olhos.” (Quando os lobos uivam, 1958).



Frederico Lourenço, em nota pessoal, não hesita em confidenciar que os seus autores preferidos no século XX são José Régio, Miguel Torga e Ruben A. Vasco Pulido Valente, com a impulsividade característica, acha Aquilino um escritor medíocre. Álvaro Cunhal, por seu lado, em prefácio inédito há pouco vindo a lume, defende que Quando os lobos uivam é o seu “único grande romance”, o que David Mourão-Ferreira parece contestar ao integrar A Casa Grande de Romarigães do Mestre da Nave nas obras-primas do romance português do século XX. Aguiar e Silva, não obstante a admiração pelo homem cultural que era (e é) Aquilino, sempre foi falando que os três fulgurantes romances do século XX português são A Sibila de Agustina, Sinais de Fogo de Jorge de Sena e Para Sempre de Vergílio Ferreira. E até a integração de Terras do Demo nos 100 Livros Portugueses do Século XX por Fernando Pinto Amaral parece indicar que o melhor Aquilino é o inicial e não o trabalhador incansável dos anos vindouros.



Não será, talvez, difícil executar um trabalho inverso, provando, nomeadamente nos círculos comemorativos, do excepcional mérito de Aquilino, mas talvez fosse difícil fazê-lo com nomes tão criteriosos e respeitados nos foros literários como os apresentados.



De que quid carece Aquilino para ser um fundamental e um moderno, tanto mais que o rótulo de clássico aposto ao escritor deriva da tresleitura e da leveza? Italo Calvino bem ensinou que um clássico se relê, ama-se, torna-se inesquecível, integrando-nos sempre na descoberta de um objecto que não acaba nunca de dizer, transportando consigo uma memória deflagradora de discursos críticos que no confronto se apagam, porque o texto celebrado nos interessa e tem inscrição numa genealogia textual incontestável. Será neste ou noutro sentido Aquilino um clássico? E um moderno? Sem resposta, em busca do quid sigo por escuro labirinto.





2. Aquilino Ribeiro, em artigo publicado nos Anais das Bibliotecas e Arquivos por Janeiro-Março de 1922, subscreve um interessante e pequeno artigo, de título “O filósofo Francisco Sanches”, que desvela não só uma das influências discursivas aquilinianas, como abre, em simultâneo, um enigma bibliográfico que talvez importe fixar.



Neste artigo, Aquilino rejubila com a nacionalidade portuguesa do filósofo, comprovada pela documentação encontrada por José Machado, revelando possuir a Biblioteca Nacional a “estimada e raríssima” edição de Lyon do Quod nihil scitur e ser pertença de um particular a única edição em Portugal das Opera Omnia. Na primeira página do texto são estampados os rostos das duas obras. Estávamos, como disse, em 1922, e nada para além disso poderia ser pensado.



Dezoito anos passados, por 1940, A. da Rocha Brito, professor da Universidade de Coimbra, em Francisco Sanches, Prof. de Filosofia e de Medicina nas Universidades de Mompilhér e Tolosa (separata do ano dos centenários – 1940 -, do número especial do Bulletin des Études Portugaises), refere:





Sanches meditava cuidadosamente e escrevia em casa as suas lições, que depois lia ou lhe serviam de base nas aulas. Foram estes manuscritos que os seus filhos Guilherme e Denis, e o seu discípulo Raimundo Delasso, em 1636, reuniram em volume, acrescentando os tratados já citados de Filosofia.



É um belo volume em 4º que tive o grato prazer de manusear uma e mais vezes, de lê-lo e traduzi-lo em algumas passagens, com uma emoção bem compreensível e bem portuguesa, graças à amabilidade do seu feliz possuidor, o Mestre da nossa língua, o Dr. Aquilino Ribeiro, a quem não sei dizer o meu reconhecimento. (Op. cit., p. 38.)





A reprodução do rosto da obra, entre as páginas 42 e 43, afasta quaisquer dúvidas e patenteia o sinete de Aquilino ao lado de uma imagem bucólica representando um pastor com o seu rebanho, notando-se ainda por cima do quadro campestre resíduos de um obscurecido manuscrito de propriedade.



Sendo de louvar o prestante serviço de Aquilino Ribeiro a Rocha Brito e, diga-se, à cultura nacional, tudo parece indicar que o incógnito possuidor da obra em 1922 era já o nosso escritor, a não ser que tivesse havido algum achamento posterior, o que, de facto, pode ter acontecido. Mas terá sido assim?



Existem, pelo menos, dois exemplares da obra na Biblioteca Nacional, o que actualiza a longínqua informação aquiliniana, até pela dinâmica de uma instituição cultural do género, que a dava apenas como possuidora de um outro título. Em consulta ao Catálogo da Biblioteca de Aquilino Ribeiro, coordenado por Maria da Graça Alvarez Toscano e editado pela Fundação Aquilino Ribeiro, não foi encontrado rasto da obra, pelo que se levantam várias possibilidades, desde ter havido cedência da obra à Biblioteca Nacional, remunerada ou não, até ter entrado em processo de partilhas entre herdeiros e ter ficado fora do espólio da fundação. Aliás, como se disse, o exemplar de Aquilino possuía, no rosto, um sinal que, ainda que rasurado, não pôde, por certo, ser totalmente ocultado: refiro-me ao célebre sinete aposto na página de rosto das Opera Medica, que acompanha, diga-se, toda a obra de Aquilino Ribeiro, e que, a benefício de inventário, Rocha Brito estampou para a posteridade no seu Francisco Sanches.



Quanto ao percurso e destino da obra que pertenceu a Aquilino, caberá ao leitor conjecturar e aos sabedores esclarecer. Haja quem.



Explicitado o enigma bibliográfico, avanço dizendo que discursivamente Aquilino Ribeiro utiliza uma modalidade interrogativa que parece advir do contacto com os textos de Francisco Sanches, nomeadamente dos tratados médicos que sempre terminavam por um QVID? maiúsculo, “símbolo da sua dúvida e da sua confessada humildade humana.” (A. da Rocha Brito) Operativo, o quid? de Sanches era anunciador do que sais-je de Montaigne e entrou na forja de Aquilino. Leiam-se, por exemplo, o “P.S. Ao leitor gracioso” da Via Sinuosa, o incipit de Cinco Réis de Gente, partes do prefácio dedicado “Ao Dr. Francisco Pulido Valente” de Quando os Lobos Uivam, abundantes parágrafos da “Introdução” ao D. Quixote e, verdade se diga, perscrute-se toda a obra de Aquilino e veja-se como remanesce esse halo interrogativo e indagativo.





3. Aquilino Ribeiro é para muitos Mestre Aquilino. E é justo que o seja, levando em conta a capacidade lavrante da sua escrita alicerçada em luminoso conhecimento linguístico. Lembro, infelizmente, que o designativo de Mestre é quase sempre uma forma hábil de desinvestidura e de afastamento – quem não chama Mestre a Vieira e quem realmente o lê?



José Régio, em 1928, achava que Aquilino se deveria afastar da “literatura de literato”, não expressando por ele especial admiração artística, embora respeitasse o trabalho insistente demonstrado. Mais de um lustro volvido, Régio acusa, em termos de modernidade, A Batalha sem fim de não romance, ecoando ainda uma regiana admonição que transcrevo:





Todas as restrições que possa pôr à obra de Aquilino Ribeiro não me impedem de o considerar um grande artista, e um grande exemplo moral de trabalhador das letras numa terra e numa época diletantes. ( presença, nº 38)





E nem interessa muito lembrar a polémica de Aquilino com Gaspar Simões depois das críticas mais ou menos negativas do presencista relativamente a Mónica, atestadora, no entanto, da falta de unanimidade, ao longo dos tempos, na aferição dos méritos e deméritos do escritor. Vinque-se, ainda, que a tergiversação judicativa a que nos referimos ocorre no meio crítico e não entre comentadores de tudo ou opinadores dessorados e oportunistas.



Entre 1913, ano da verdadeira estreia literária de Aquilino Ribeiro, e 1963, ano de falecimento do escritor, publicaram-se obras ficcionais de indenegável valia (tais como: Princípio (1912), A confissão de Lúcio (1914) e Céu em Fogo (1915), de Mário de Sá-Carneiro; Húmus (1917), de Raul Brandão; Folha de Parra (1932), de Tomás Ribeiro Colaço; Elói ou Romance Numa Cabeça (1932) e Internato (1946), de João Gaspar Simões; Páscoa Feliz (1932), Uma Aventura Inquietante (1959) e A Escola do Paraíso (1960), de José Rodrigues Miguéis; Miradouro (1934), de Antero de Figueiredo; Jogo da Cabra Cega (1934), O Príncipe com Orelhas de Burro (1942), A Velha Casa (1945, 1947, 1953 e 1960) e Histórias de Mulheres (1946), de José Régio; Novelas Eróticas (1935) e Maria Adelaide (1938), de Teixeira-Gomes; A Casa Fechada (1937) e Mau Tempo no Canal (1944), de Vitorino Nemésio; Sedução (1937) e Adolescente Agrilhoado (1958), de José Marmelo e Silva; A Criação do Mundo (1937, 1938, 1939), Bichos (1940), O Senhor Ventura (1943) e Novos Contos da Montanha (1944), de Miguel Torga; Nome de Guerra (1938), de Almada Negreiros; Ana Paula (1938), de Joaquim Paço d’ Arcos; Solidão (1939) e Uma Mão Cheia de Nada, Outra de Coisa Nenhuma (1955), de Irene Lisboa; Gaibéus (1940), Avieiros (1942) e Barranco de Cegos (1961), de Alves Redol; Esteiros (1941), de Soeiro Pereira Gomes; O Barão (1942), de Branquinho da Fonseca; Apenas Uma Narrativa (1942), de António Pedro; Aldeia Nova (1942), Cerromaior (1943), O Fogo e as Cinzas (1951) e Seara de Vento (1958), de Manuel da Fonseca; A Garça e a Serpente (1943) e Cárcere Invisível (1950), de Francisco Costa; Fogo na Noite Escura (1943), Casa da Malta (1945) e O Trigo e o Joio (1954), de Fernando Namora; Casa na Duna (1943), Alcateia (1944) e Uma Abelha na Chuva (1953); Dia Cinzento (1944), de Mário Dionísio; Um Homem de Barbas (1944) e Malaquias ou a História de Um Homem Barbaramente Agredido (1953), de Manuel de Lima; Adolescentes (1945), de Adolfo Casais Monteiro; A Toca do Lobo (1947) e Nó Cego (1950), de Tomaz de Figueiredo; O Mundo Fechado (1948) e A Sibila (1954), de Agustina Bessa-Luís; O Empecido (1950), de Teixeira de Pascoaes; Filha de Labão (1951), de Tomás da Fonseca; A Porta dos Limites (1952) e Os Bastardos do Sol (1960), de Urbano Tavares Rodrigues; Caranguejo (1954) e Cores (1960), de Ruben A.; Histórias Castelhanas (1955) e O Dia Marcado (1963), de Domingos Monteiro; Manhã Submersa (1955), Aparição (1959) e Cântico Final (1960), de Vergílio Ferreira; O Anjo Ancorado (1958) e O Hóspede de Job (1963), de José Cardoso Pires; Tanta Gente, Mariana (1959), de Maria Judite de Carvalho; Gaivotas em Terra (1959), de David Mourão-Ferreira; A Cidade das Flores (1959) e As Boas Intenções (1963), de Augusto Abelaira; Andanças do Demónio (1960), de Jorge de Sena; Contos Exemplares (1962), de Sophia de Mello Breyner Andresen; Rumor Branco (1962), de Almeida Faria; Os Pregos na Erva (1962), de Maria Gabriela Llansol; Aventuras Maravilhosas de João Sem Medo (1963), de José Gomes Ferreira; ou Os Passos em Volta (1963), de Herberto Hélder), todas elas entrando em confronto com o melhor Aquilino ficcionista.



Mas será o melhor Aquilino o ficcionista? Terras do Demo, O Malhadinhas, A Casa Grande de Romarigães e Quando os Lobos Uivam são obras poderosas, admiráveis mesmo, mas nunca espantosas como Húmus, Elói, Jogo da Cabra Cega, Nome de Guerra, Apenas Uma Narrativa, O Barão, A Toca do Lobo, Uma Abelha na Chuva ou Aparição. E, chegado aqui, apetece reflectir e pensar, na esteira de George Steiner, que talvez nenhuma criação ficcional de Aquilino nos faça pestanejar como tantas do elenco apresentado no parágrafo anterior. Há um quid ausente e uma malha discursiva mais arquitectónica do que musical ou têxtil, mais expressão do que pensamento.



Olho o centro e a obra de Aquilino para dizer ainda que o todo é monumental. Aí me fixo, sem individualizar, porque a comparação diminui o feito e permite a conclusão de que nem só de ficção se alimenta a oficina do Mestre. E, como diz Walter Benjamin, génio “é trabalho diligente” que ninguém nega.



Olhando o centro, o monumento literário erigido por Aquilino Ribeiro inscreve-se na memória como o Hildebrandslied. É tarefa de estudiosos e hermeneutas fazerem dessa memória uma literatura viva, para que se não diga apenas que “ler os clássicos é melhor que não ler os clássicos” (Italo Calvino).



Conceda-se a trabalho assim o “alvará de correr” e vá-se, por exemplo, pela erótica aquiliniana que Eduardo Lourenço tão codiciosamente desbravou. Ou, então, sejam encontradas outras novidades, ditadas sempre pelo “honesto estudo” e pelo rigor de textos que não devem ser molestados por “falsos moedeiros” da coisa literária.



A obra ficcional de Aquilino é admirável, repito. Mas espantosa mesmo é a sua erudição activa e argumentativa que o fez ser, por exemplo, e no dizer de Aguiar e Silva, a “única voz de relevo a discordar da ortodoxia camonista que se estabelecera na primeira metade do século XX em torno da edição princeps de Os Lusíadas.”



Na escavação funda dentro do corpus aquiliniano ninguém ficará indiferente à intensidade do ethos filológico que se vê tão claramente, não acham?







Viseu, 23 de Outubro de 2008



Martim de Gouveia e Sousa







2009-01-22

a ponte pênsil

sobre a ponte pênsil vejo os caminhos
ignoradas vias que mal vislumbro…

2009-01-19

PCP (Viseu) e Edições Avante apresentaram o romance "Quando os lobos uivam" de Aquilino Ribeiro, no Solar do Vinho do Dão











O ano literário de 2008 conheceu, no que à literatura diz respeito, a publicação de três obras extraordinárias: A faca não corta o fogo de Herberto Hélder, Quando os lobos uivam de Aquilino Ribeiro (com prefácio inédito de Álvaro Cunhal e magníficas ilustrações de João Abel Manta) e Uma aventura secreta do Marquês de Brandomín de Teresa Veiga.
A obra aquiliniana, trazida a público pelas edições Avante no exacto ano dos 50 anos do romance, foi apresentada, na 6ª feira passada, no Solar do Vinho do Dão, pelas 18.30 horas. O evento, da responsabilidade do PCP e das edições Avante, contou com as presenças de João Abreu (moderador), Manuel Rodrigues (professor e escritor), Alberto Correia (aquilinianista) e José Casanova (director do jornal Avante).

GREVE


E de repente


2009-01-14

"A esperança" de Ruy Cinatti


A ESPERANÇA
Num campo de tojo e de amargura
a flor mais querida
cresce!
(13/6/74)
Ruy Cinatti, Import-Export, 1974.
Dedicatória autógrafa de Ruy Cinatti aqui.

Lançamento da revista "Aquilino"


2009-01-06

Help keep the peace in Gaza

Oi, acabo de tomar conhecimento desta campanha emergencial pedindo o cessar−fogo imediato em Gaza. Trezentas e setenta pessoas já foram mortas nesse conflito em escalada. Chegou a hora de exigir que os líderes mundiais acabem com a espiral da violência que tem caracterizado o conflito entre Israel e Palestina. Em 2009, vamos fazer pressão para que se possa chegar à paz real no conflito entre Israel e Palestina. Para saber mais informações e se mobilizar, leia o e−mail abaixo:

Caros amigos, Ao observarmos o massacre de Gaza com horror e assustados com a rápida e descontrolada espiral da crise, uma coisa é certa: essa violência só causará mais sofrimento entre os civis e uma escalada do conflito. É preciso encontrar outra solução. Até agora, mais de 370 pessoas já morreram e outras centenas foram feridas. Pela primeira vez, os mísseis estão atingindo a cidade de Ashdod, no interior de Israel, e ambos os lados do conflito estão se mobilizando para uma invasão. Começou uma reação mundial, mas será preciso mais do que palavras: não haverá o fim da violência imediata, nem a garantia de paz geral sem uma firme mobilização da comunidade internacional. Estamos lançando hoje uma campanha emergencial que será entregue ao Conselho de Segurança da ONU e às principais potências mundiais, pedindo medidas para garantir o cessar−fogo imediato, atenção à escalada dessa crise humanitária e providências para que se possa chegar à paz real e duradoura na região.1 Siga o link abaixo agora mesmo para assinar o abaixo−assinado emergencial e enviá−lo a todas as pessoas que você conhece:
Após oito ou mais anos de diplomacia americana e internacional sem resultados, que levaram ao dia mais sangrento de Gaza já registrado pela memória recente, precisamos levantar um protesto mundial exigindo que os líderes mundiais façam mais do que emitir declarações, para que possam garantir a paz nessa região. A ONU, a União Européia, a Liga Árabe e os EUA devem agir juntos para garantir um cessar−fogo, inclusive dando fim aos ataques de mísseis em Israel e abrindo os pontos de travessia de fronteiras para obtenção de combustíveis, alimentos, medicamentos e outras remessas de ajuda humanitária. Com a posse do novo presidente americano em menos de um mês, surge uma oportunidade real de reviver os esforços de paz. As recentes hostilidades exigem não apenas um cessar−fogo imediato, como também um compromisso de Obama e outros líderes mundiais de que a resolução do conflito entre Israel e Palestina terá prioridade máxima em suas agendas. Diante do impacto desse conflito contínuo em todo o mundo, isso é o mínimo que devemos exigir. Em 2006, fizemos uma mobilização pelo cessar−fogo no Líbano. Durante anos, temos trabalhado por uma paz justa e duradoura, publicando outdoors e anúncios em Israel e na Palestina. Agora, entrando no novo ano de 2009, precisamos nos mobilizar novamente para exigir a resolução pacífica e duradoura do conflito, em vez da escalada da violência. Siga este link para incluir seu nome do pedido de paz: http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace/98.php?cl_tf_sign=1
Todos os lados do conflito continuarão a agir assim como antes se acreditarem que o mundo vai permitir que eles continuem com essa postura sem fazer nada para detê−los. Dois mil e nove será um ano em que as coisas poderão ser diferentes. Diante dessa crise e das possibilidades de um novo ano, é hora de exigir o cessar−fogo e trabalharmos juntos para finalmente dar fim a esse ciclo de violência. Com esperança e determinação, Brett, Ricken, Alice, Ben, Pascal, Paul, Graziela, Paula, Luis, Iain e toda a equipe da Avaaz 1 Entre as medidas adicionais possíveis estão: uma resolução formal do Conselho de Segurança em vez da emissão de uma declaração à imprensa, como a de 28 de dezembro de 2008; pressão internacional explícita nas esferas pública e privada para que as partes conflitantes acabem com as hostilidades, inclusive elaborando termos claros para a retomada das negociações )ver também este artigo em inglês:
http://www.jpost.com/servlet/Satellitecid=1230456497503&pagename=JPost/JPArticle/ShowFull(; supervisão internacional da fronteira em Rafah; e, com o tempo, uma resolução detalhada do Conselho de Segurança estabelecendo os termos do direito internacional para a paz permanente entre Israel e a Palestina.
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2009-01-05

"Índices dos processos de habilitação para familiar do Santo Ofício da Inquisição" de Luís Amaral, Rui Gil e Hugo Sousa Tavares



Índices dos Processos de Habilitação para Familiar do Santo Ofício da Inquisição
Só o especial empenho pessoal do rei D. João III nas pressões que exerceu junto da Santa Sé permitiu a introdução da Inquisição em Portugal, oficializada por bula de 23 de Maio de 1536. Com alguma irregularidade na sua actuação ao longo dos tempos, entrou em decadência em meados do século XVIII e foi oficialmente abolida em 1821.

O Tribunal do Santo Ofício, presidido pelo inquisidor-mor e coadjuvado pelo Conselho Geral, incluía os promotores, escrivães, notários, deputados, meirinhos, alcaides do cárcere, solicitadores e porteiros. Na base da pirâmide estavam os familiares, que desempenhavam por vezes funções inquisitoriais mas tinham, na sua maioria, um papel pouco activo, servindo-lhes o estatuto de familiar essencialmente objectivos de ordem social e de certificado da chamada "limpeza de sangue".

A admissão dos familiares era precedida de um processo de habilitação em que os candidatos deveriam apresentar as suas genealogias – pais e avós, filhos e outros parentes de referência, nomeadamente já admitidos como familiares; as suas respecitvas naturalidades e residências e outros dados considerados relevantes para o processo, posteriormente averiguados e confirmados. Eram ouvidas testemunhas e recolhidos os seus depoimentos sobre o carácter e personalidade dos candidatos, suas vidas familiares e sociais, condições financeiras, ocupação profissional, etc.

A abundância de informação – genealógica, sociológica, toponímica - contida nestes processos que abrangem todo o país, do Minho ao Algarve e dasIlhas ao Brasil, e todas as classes sociais, justifica o imenso interesse que tem merecido por parte dos investigadores e não espanta, por isso, que este núcleo do Arquivo Nacional da Torre da Tombo seja naturalmente dos mais consultados. Na mesma linha de divulgação dos acervos da Torre do Tombo em que as Edições do Guarda-Mor se têm empenhado em estreita colaboração com a Associação dos Amigos daquele Arquivo, o trabalho que Luis Amaral, Rui Gil e Hugo Sousa Tavares agora publicam: “Índices dos processos de Habilitação para Familiar do Santo Ofício da Inquisição”, agrupa num único volume os dois núcleos de processos – cerca de 25.400 processos de habilitações e 5.400 de habilitações incompletas – apresentando os índices dos processos não só por ordem alfabética do primeiro nome mas também por apelido, com indicação das cotas dos respectivos processos, num volume de 750 páginas.

Depois deste trabalho dedicado aos Familiares do Santo Ofício, as Edições do Guarda-Mor têm já em preparação e propõem-se publicar em Março-Abril do próximo ano um volume de “Índices dos Processos do Tribunal do Santo Oficio da Inquisição de Coimbra, Évora e Lisboa”, com a indexação, nos mesmos moldes, dos cerca de 40.000 processos guardados na Torre do Tombo.

A obra que hoje se apresenta, “Índices dos Processos de Habilitação para Familiar do Santo Ofício da Inquisição”, terá uma tiragem praticamente limitada aos subscritores. A subscrição irá decorrer até ao próximo dia 15 de Novembro, estando a publicação agendada para o dia 15 de Dezembro de 2008. O preço de subscrição, isto é, encomenda confirmada e paga até 15 de Novembro, é de 65 euros. Posteriormente, a obra ficará disponível a 75 euros. Para subscrever, clique aqui.

2009-01-04

Gente de Viseu, em dia de Natal - em busca de Joyce, no Irish











"Os dias do Amor - Um poema para cada dia do ano" - Recolha, selecção e organização de Inês Ramos; prefácio de Henrique Manuel Bento Fialho

Os dias do Amor – Um poema para cada dia do ano

365 poemas de amor escritos por 365 poetas de todos os tempos e de todos os lugares

Recolha, selecção e organização de: Inês Ramos
Prefácio de: Henrique Manuel Bento Fialho


365 vozes que se erguem em 365 poemas de amor em todas as formas, em várias nacionalidades, um para cada dia do ano.
Desde Shakespeare, Hölderlin, Edgar Allan Poe, entre outros, a poetas portugueses contemporâneos como Ramos Rosa, Vasco Graça-Moura, Amadeu Baptista, E. M. de Melo e Castro, Sérgio Godinho, Alice Vieira, entre muitos outros, unidos para celebrar o Amor.


“Porque por amor enlouquecem os amantes, por amor se suicidam e matam (...), por amor o sacrifício, a entrega mística e a obstinação carnal, ou a entrega da carne e a obstinação mística, por amor os duelos reparados pela conciliação, por amor os territórios transfronteiriços, a abolição das fronteiras, o fim das dicotomias, por amor a paixão, por amor a morte, tudo isso num poema.”
Henrique Manuel Bento Fialho
(do Prefácio)




ISBN 978-989-8107-09-1
Género: Poesia
Formato: 16 x 23cm
Páginas: 436
Tiragem: 1.400 exemplares
PVP: 14,90 €
Data de Lançamento: 23 Janeiro 2009



Edição:
Ministério dos Livros
Grupo Saída de Emergência
Av. da República, nº 861, Bloco D,
1º Dtº, 2775-274 Parede, Portugal
Tel./Fax (+351) 214 583 770

Assessoria de imprensa:
catarina@saidadeemergencia.com
www.ministeriodoslivros.com



A Antologia de Poesia “Os Dias do Amor” tem data marcada para estar nas livrarias: no próximo dia 23 de Janeiro de 2009.
Estão previstos três lançamentos durante o mês de Janeiro (Porto, Lisboa e Évora) e outro em Faro, em Fevereiro.

Grata pela divulgação,
Inês Ramos
http://porosidade-eterea.blogspot.com